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Portugal, Presidenciais 2001
 
 
Presentación

     
    A candidatura de Jorge Sampaio, vencedora nos comicios presidenciais do 14 de Xaneiro en Portugal, foi apoiada polo Partido Socialista, conseguindo a reelección na primeira volta con máis do 55 por cento dos votos. Dacordo coa Constitución da República tomará posesión do seu cargo o próximo día 9 de marzo. O Presidente portugués non pode cumprir máis de dous mandatos.

As únicas sorpresas desta campaña foron dúas. En primeiro lugar, o elevado nivel de abstención que acadou o 49,08 por cento, evidenciando un importante desentendemento de boa parte da sociedade portuguesa a respecto da vida política. En segundo lugar, a non retirada no derradeiro momento do candidato do Partido Comunista Portugués, António Abreu, quen obtivo algo máis do 5 por cento dos votos. O candidato do PSD, Ferreira do Amaral, obtivo un 34 por cento.

A campaña electoral foi moi frouxa, con dificultades para captar a atención dos cidadáns. Dende o seu inicio, a convicción da victoria inapelable de Jorge Sampaio foi moi ampla. O seu máis directo rival, Ferreira do Amaral, non conseguiu mobilizar o electorado do PSD e PP. Non era un adversario de peso, sinala a prensa portuguesa, para un Presidente que se recandidata e que, case por tradición, acostuma a gañar.

Na esquerda, a inadvertencia de “perigo” pola dereita, a propia situación interna dos comunistas portugueses, e a ameaza da emerxente candidatura do Bloco de Esquerda, levaron ao PCP a manter o seu candiato ata o final, sabedor de que non estaba en cuestión a victoria de Jorge Sampaio.

Por último, a discusión sobre a institución presidencial, o seu contido e competencias, non cuallou durante a campaña e só algúns articulistas se aproximaron ao tema, polo demais con pes de lá.

Unha campaña, en fin, tan monótona coma os resultados.
     
     
Índice

     
1   Radiografía dos resultados electorais.
A eleiçao dos três milhoes”, por Eduardo Dâmaso, en O Público, 14/01/2001.

Emigrantes votam pela primeira vez, mas nos primeiros dias a participaçao foi fraca... Bicotes pelo ambiente, pela saúde, por uma estrada...
     
2   Um Presidente com poderes negativos”, en O Público, 14/01/2001.

Os poderes do Presidente da República estiveram no centro do debate pré-eleiroral, mas a discussao acabou por nao dominar a campanha.
     
3   As eleiçoes presidenciais de 1976 a 1996, en O Público, 14/01/01.
Carta aberta a um Presidente desconhecido”, por António Barreto.

As competências do Presidente da República sâo, em Portugal, muitíssimo ingratas. Dele se espera tudo, mas nao se lhe pede nada. A ponto de se poder dizer de um presidente que foi muito bom por nada ter feito.
     
4   Sampaio no se abstuvo”, editorial de El País, 16/01/2001.

El socialista Jorge Sampaio ha obtenido por amplio margen un nuevo mandato como Presidente de Portugal sin tener que recurrir a la segunda vuelta.
     
5   Um silêncio gritante”, por M. Ferreira Leite, en Jornal de Notícias, 16/01/2001.

É evidente que ninguém conseguiu perceber ao longo destes cinco anos, nem sequer durante a campanha eleitoral, qual era afinal o papel do Presidente da República.
     
6   Votar é um dever?”, editorial do Jornal de Notícias, 16/01/2001.

Se Sampaio já estava eleito e, portanto, nao necessitava do nosso voto; se Ferreira do Amaral nao podia disputar-lhe a vitória e, portanto, o nosso voto era inútil; se, finalmente, nada ia alterar-se nas nossas vidas, -que motivaçao havia para votar?
     
7   Abstençao americana”, por Nicolau Santos, en Expresso, 16/01/2001.

Fazzer... un drama deste nível de abstençao nao faz sentido. Trata-se de uma tendência universal em todas as democracias maduras e resulta de varias tendências...
     
8   Missao de alto risco”, por Fernando Madrinha, en Expresso, 16/01/2001.

...A surpresa vio de onde menos se esperava. António Abreu, o apagado candidato que aceitou o sacríficio de dar voz ao PCP nas presidenciais, levou duas semanas a preparar a opiniao pública para a sua retirada á boca das urnas, em favor de Jorge Sampaio. Contra todas as expectativas, o partido decidiu, afinal, ir a votos e ele, fiel cumpridor dessa missao de alto risco, aceitou a incumbência.
     
9   Liçoes das presidenciais”, por José Medeiros Ferreira, en Diário de Notícias, 16/01/2001.

Com a compreensível excepçao de Jorge Sampaio, ninguém pretendeu disputar o lugar de Presidente da República -quase todos pretenderam apenas amesquinhá-lo.
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ÚLTIMA REVISIÓN: 17/01/2001